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The spectrum os re-operation in coronary surgery

Jarbas J DinkhuysenI; Luiz Carlos Bento de SouzaI; Alberto M AnijarII; Paulo P PaulistaII; Paulo ChaccurII; Leopoldo S PiegasI; Ricardo ManriqueI; Antoninho S ArnoniIII; J. Eduardo M. R SousaI; Adib D JateneII

DOI: 10.1590/S0102-76381989000100004

ABSTRACT

The authors present the results obtained in the first 30 day P.O. of 204 patients who underwent reoperations for coronary atherosclerosis. The interval between first and second operation varied from 1 month to 16.5 years. There was also two small groups of patients of third intervention and with associated cardiac lesions. The basic strategy consisted on anticoagulation, the aplication of the mammary arteries (one or two) whenever possible, and revascularization as complete as possible. Most patients showed uneventfull evolution and a quarter of them presented some kind of non-fatal complication with good response to specific therapeutic measures. The overall mortality was about 9%. Patients with atherosclerotic lesions in native coronary circulation presented the greater morbidity, but in those with atherosclerotic lesions both in the grafts and coronary native circulation, the mortality was higher. Contrary to expectation, the younger group showed higher mortality, and the older group presented higher morbidity. The aplication of the IMA's on the reintervention does not add morbidity or mortality, but the concomitant correction of the associated cardiac pathologies represented a higher risk in the procedure. Recent myocardial infarction influenced also morbidity. The third intervention, failure transluminal angioplastic coronary dilatation and the presence of previous IMA does not exert deleterious impact on the morbidity or mortality.

RESUMO

O presente trabalho tem por finalidade analisar os resultados cirúrgicos obtidos nos primeiros 30 dias de pós-operatório de um grupo de 204 pacientes submetidos a reintervenção coronária no Hospital do Coração, entre janeiro de 1985 e setembro de 1988. O intervalo ocorrido entre a primeira e a segunda operação oscilou entre 1 mês e 16,5 anos (média (7,3 ± 3,7), sendo que, na maioria (120/58,8%) dos casos, a indicação cirúrgica ocorreu em virtude de se constatar a progressão da doença aterosclerótica envolvendo os enxertos e a circulação nativa, enquanto que, em 71 (34,8%) pacientes, observou-se apenas o comprometimento dos enxertos e, finalmente, em 13 (6,4%) pacientes somente a circulação nativa apresentava lesões ateroscleróticas obstrutivas. Cumpre salientar que um pequeno grupo (9/4,4%) deste total de 204 casos sofreu uma terceira intervenção, assim como em 20 (9,8%) pacientes realizou-se, concomitantemente, correção cirúrgica de lesões associadas, além da nova revascularização miocárdica. O perfil clínico desta série mostrou haver predomínio dos homens (180/88%) e da faixa etária entre 50 e 64 anos, que englobou pouco menos que 2/3 dos casos. A hipertensão (38%) e a dislipemia (26,5%) foram os fatores de risco mais presentes. A angina ocorreu em todos os casos, sendo a forma crônica instabilizada a mais freqüente (99/48%). História de infarto do miocárdio ocorreu em 132 (65%) pacientes, sendo a grande maioria (122/60%) com evolução acima de 2 meses e 10 (5%) com evolução recente. A angioplastia transluminal foi tentada, com sucesso, em 8 (3,9%) pacientes. As principais diretrizes da técnica cirúrgica consistiram na heparinização (TCA entre 200 e 300 seg.) logo no início do procedimento, naqueles pacientes que apresentavam lesões obstrutivas em pontes pérvias, isolamento do coração e vasos da base e das aderências pericárdicas, canulação de ambas as cavas, períodos intermitentes de anóxia miocárdica em hipotermia sistêmica moderada, utilização, sempre que possível, de uma ou ambas as mamárias, preponderantemente nos pacientes com idade inferior a 65 anos e tentar a revascularização completa. Foram realizados 547 enxertos coronários (2,7/pacientes), dos quais 311 (56,8%) foram substituições das pontes comprometidas e 236 (42,1 %) foram novos enxertos para artérias previamente não tratadas. A anastomose mamária-coronária foi empregada em 125 (61%) pacientes, em configuração unilateral 102 (50%) e bilateral 23 (11%). Pequeno número de casos (20/9,8%) sofreu procedimentos associados, na maioria aneurismectomia do ventrículo esquerdo (VE). Expressiva maioria desta série (127/62,5%) evoluiu rotineiramente; contudo, 58 (28,4%) pacientes apresentaram algum tipo de complicação não fatal, com resposta favorável à terapêutica específica. Ocorreram 19 (9,3%) óbitos. Analisamos as influências que os diversos fatores causaram nos resultados e concluímos que: 1) pacientes com lesões apenas na circulação nativa apresentaram maior morbidade (P = 0,70), enquanto que, naqueles com lesões nos enxertos e na circulação nativa, a mortalidade foi mais alta (P = 0,82); 2) a idade dos pacientes influiu inversamente à expectativa, pois o grupo mais jovem (35 a 49 anos) mostrou maior mortalidade (P = 0,93), enquanto que, nos pacientes com idade acima de 65 anos, ocorreu maior incidência de complicações não fatais (P = 0,18); 3) o emprego das artérias mamárias na reintervenção não pressupôs acréscimo de complicações ou mortalidade (P > 0,05); 4) a correção cirúrgica concomitante de lesão associada representou prognóstico mais severo com índices significativos de morbidade (P = 0,38) e de mortalidade (P = 0,02), este último dado estatisticamente significativo; 5) o infarto recente do miocárdio também influiu decisivamente; contudo, este subgrupo apresentou maior morbidade (P = 0,80) do que mortalidade (P = 0,57); 6) finalmente, na 3º intervenção, angioplastia mal sucedida e presença de mamária prévia não causaram impacto decisivo na morbidade e na mort
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