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TEMAS LIVRES E PÔSTERES

Resumos dos Pôsteres Acadêmicos

4 de abril • sexta-feira

P 01

Descrição das internações hospitalares para o tratamento da PCR e seus custos para o SUS

Samara Rezende Requião; Jéssyca Victor Bacelar; Mayara Mendonca Sampaio; Paula Natassya Barbosa Argôlo; Maria Tereza Karaoglan Mendes Borges Lima

INTRODUÇÃO: Dentre as enfermidades emergenciais, a parada cardiorrespiratória (PCR) é a mais severa. É definida como a interrupção súbita da atividade miocárdica ventricular útil, associada à ausência de respiração. O aumento dos casos exige um maior custo com os serviços hospitalares, o que têm sobrecarregado os gastos com a saúde do país.
OBJETIVO: Verificar o número de internações hospitalares e os seus custos no Tratamento para PCR, no período de 2008 a 2012.
MATERIAL E MÉTODOS: Trata-se de um estudo descritivo realizado através das informações registradas no Sistema de Informações Hospitalares do Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS). As variáveis analisadas consistem no número de internações hospitalares devido ao Tratamento para PCR por regiões do Brasil, no regime público e privado e os custos no período de 2009 a 2012. Após a obtenção dos resultados, a análise foi processada no Microsoft Office Excel com realização do cálculo das proporções das variáveis.
RESULTADO: A região Sudeste é a que possui o maior número de internações, correspondendo a 58%. Consequentemente, também é responsável pelos maiores gastos, destinando R$ 5.762.757,00. Com relação ao regime, o setor público é responsável pelo maior número de internações, correspondendo a 64%, e pelos maiores gastos com R$ 5.199.060,00.
CONCLUSÃO: Observou-se que a região Sudeste é responsável pelos maiores gastos com o tratamento da PCR. Sendo o setor público o responsável pelo maior número de internações e, consequentemente, pelos maiores gastos. Diante disso, verifica-se a necessidade de introduzir cuidados com a saúde para poder diminuir o número de vítimas.

 


 

P 02

Mortalidade por doenças cardiovasculares em idosos no município de Maceió

Arnaldo Mendes Melo Filho; Lívia Lessa de Brito Barbosa; Leonardo Moreira Lopes; Djairo Vinícius Alves de Araújo; Bruna Gomes de Castro; Adriana Melo Barbosa Costa; Amanda Ferino Texeira; Marcelly Vilela Magdalani; Camila Ataíde Rocha; José Wanderley Neto; Francisco Siosney

INTRODUÇÃO: As Doenças Cardiovasculares (DCV) são as principais causas de morte no Brasil, segundo o DATASUS, representando quase um terço dos óbitos totais e 65% do total de mortes na faixa etária de 30 a 69 anos, atingindo a fase adulta em plena fase produtiva.
OBJETIVO: Comparar o perfil epidemiológico de mortalidade por DCV da população acima de 60 anos de Maceió ao perfil nacional de 2007 a 2011.
MATERIAL E MÉTODOS: Delineamento: Trata-se de um estudo epidemiológico descritivo transversal observacional. Material: Serão investigados indivíduos acima de 60 anos, procedentes e naturais de Maceió-Al, com mortalidade causada por DCV de acordo com a Classificação Internacional de Doenças, revisão 10 (CID-10) no capítulo IX: Doenças Hipertensivas I10-I15, Doenças isquêmicas do coração I20-I 25, Infarto agudo do miocárdio I21, Doenças cerebrovasculares I60-I69, Aterosclerose I70. Método: Os dados populacionais e de mortalidade foram obtidos do DATASUS. As variáveis descritas foram gênero e faixa etária..
RESULTADO: Observou-se redução da mortalidade por doenças cardiovasculares (DCV) em Maceió entre 2007 e 2011, em todas as faixas etárias estudadas. Observou-se ainda uma queda mais acentuada desta mortalidade no sexo masculino. Nas mulheres houve redução, porém, não tão importante quanto à observada no sexo masculino. Os resultados obtidos no município de Maceió condizem com o perfil de redução de mortalidade por DCV encontrados na literatura nacional, no período estudado.
CONCLUSÃO: Observamos uma considerável redução na mortalidade por DCV em Maceió de 2007-2011. Apesar dessa redução, ainda verificamos taxas elevadas de morte por tais doenças.

 


 

P 03

Importância da avaliação arterial periférica em pacientes portadores de doença arterial coronariana

Bianca da Silva Vinagre Nascimento; Rafael Viana dos Santos Coutinho; Vinícius Adorno Gonçalves; Jéssyca Victor Bacelar; Katharina de Barros Correia; Vanessa Teixeira Silva Nunes; Carolina Carinhanha Silva; Ana Carolina Sant'Anna Rodrigues da Costa Moura Costa; Ana Flávia Matos D'Almeida Santos; Bruno Caldeira Souza; Ronald Jose Ribeiro Fidelis

INTRODUÇÃO: A aterosclerose exerce importante papel na gênese de doenças arteriais oclusivas, como Doença Arterial Periférica (DAP) e Doença Arterial Coronariana (DAC). Devido à freqüência e pior prognóstico da associação entre DAC com DAP, não se deve avaliá-las isoladamente.
OBJETIVO: Buscar na literatura evidências da associação entre as DAP e DAC. Estabelecer a importância da avaliação vascular periférica em portadores de DAC.
MATERIAL E MÉTODOS: Foi realizada pesquisa bibliográfica no Pubmed, consultando-se artigos originais e de revisão dos últimos 5 anos sobre o tema Avaliação arterial periférica em portadores de doença coronariana. Palavras-chave utilizadas: "peripheral arterial disease", "cardiovascular risk", "cardiovascular disease", "peripheral arterial risk".
RESULTADO: As doenças arteriais oclusivas, como DAP, DAC e doenças cerebrovasculares são manifestações sistêmicas da aterosclerose. Fatores de risco como tabagismo, hipertensão, hipercolesterolemia e diabetes possuem forte relação com DAP e DAC, estando pelo menos um deles presentes em 80% dos pacientes com DAC e 95% nos pacientes com DAP. Destes fatores de risco, a hipertensão é considerada o principal fator de risco para a DAP. Devido à elevada mortalidade por causas gerais e cardiovasculares em portadores de DAP, torna-se fundamental o rastreio e prevenção ou tratamento de outras doenças arteriais ateroscleróticas nestes pacientes. Sendo o diagnóstico primário de DAC, há estudos evidenciando benefícios do uso do Índice Tornozelo-Braquial para investigar DAP.
CONCLUSÃO: A avaliação arterial periférica possui grande relevância em pacientes portadores de DAC, considerando o aumento da mortalidade cardiovascular em portadores de DAP.

 


 

P 04

Reoperação em uma válvula de esfera de Starr-Edwards após 31 anos, sem deterioração estrutural

Mayara Gabriela dos Anjos Moura; Vanessa Carvalho Tenório; Mariana Cordeiro

INTRODUÇÃO: Um paciente com valvopatias, Uma valva mecânica antiga, um cirurgião disposto a ensinar e um grupo de alunos dispostos a aprender.
OBJETIVO: Tendo em mente que o congresso agrega alunos de medicina que se interessam por cirurgia cardíaca, mas desconhecem as peculiaridades da mesma, visamos através desse relato de caso trazer uma história que desperte o fascínio desses alunos pelo coração e concomitantemente ensine sobre uma importante evolução no âmbito da cirurgia cardiovascular no nosso meio: A Valva de Sttar-Edwards.
MATERIAL E MÉTODOS: Francisco Freire, 48 anos, diagnosticado com Febre Reumática aos 15. Após quadro de endocardite infecciosa aos 17 anos foi submetido à cirurgia de troca da valva aórtica pela equipe do Dr Zerbini no Hospital Beneficência Portuguesa em São Paulo, onde recebeu uma prótese mecânica do tipo Starr-Edwards. 31 anos depois, apresentou novo quadro de endocardite com disfunção do tipo estenose na valva aórtica e insuficiência de valva mitral, sendo reoperado.
RESULTADO: A válvula Starr-Edwards estava intacta, sem deterioração aparente na esfera ou na gaiola, sem formação de pannus. O paciente apresentou um quadro de sepse no pós-operatório, fazendo uso de Meronem, pois a vancomicina estava sendo excessivamente nefrotóxica para ele.
DISCUSSÃO: Após dois meses de cuidados intensos, o paciente encontra-se gozando de boa saúde e leva consigo a antiga valva bola-gaiola pendurada no pescoço, agora fora do peito.
CONCLUSÃO: Em tempos de I-phones que perdem seu valor em poucos meses nos deparamos com uma engenhosa valva mecânica que permaneceu intacta e manteve vivo um homem por mais de 30 anos. Fascinante!

 


 

P 05

Morte Súbita Cardíaca Abortada: Aneurisma Chagásico como determinante

Albert Salviano dos Santos; Wilson Lopes Pereira; Valquiria Pelisser Campagnucci; Luiz Antonio Rivetti; Diana Shimoda Nakasako

INTRODUÇÃO: A compreensão dos mecanismos que levam a morte súbita cardíaca ainda não está totalmente elucidada. Uma das formas mais conhecidas são as taquiarritmias, que quando não letais, podem causar sequelas. No caso relatado apresentamos um exemplo.
OBJETIVO: Elucidar mecanismo da morte súbita e avaliar efetividade do tratamento cirúrgico.
MATERIAL E MÉTODOS: Paciente trabalhadora rural, procedente de MG. Há 3 meses apresentou taquiarritmia ventricular evoluindo para morte súbita abortada. A Cinecoronariografia evidenciou dissinesia ântero-apical no ventrículo esquerdo e a Ecocardiografia aneurisma de ponta do ventrículo com presença de trombo intracavitário e função diastólica anormal. Foi realizada aneurismectomia com reconstrução geométrica do ventrículo esquerdo que consiste na redução do orifício criado pelo aneurisma de forma concêntrica exatamente na transição entre zona fibrosa e contrátil ancorada externamente em tiras de teflon e ocluído pela fixação de retalho de Dacron. A técnica devolve direção normal das fibras miocárdicas locais.
RESULTADO: No retorno ambulatorial foi constatada melhora e solicitado estudo eletrofisiológico para avaliar necessidade de implantação de CDI. Após estudo foi evidenciada melhora da arritmia sem necessidade de CDI.
CONCLUSÃO: O Aneurisma de ponta está relacionado a 20% dos episódios de morte súbita cardíaca em chagásicos por gerar arritmia, produzida por circuitos de reentrada na zona de transição entre músculo e área de fibrose do aneurisma. O tratamento cirúrgico é uma forma eficiente de evitar a morte súbita por controlar a arritmia, mesmo sem estudo eletrofisiológico para determinação previa do foco arritmogênico. Os pacientes que apresentam esse quadro devem receber tratamento da deformidade estrutural e avaliação do circuito elétrico.

 


 

P 06

Aneurisma de aorta torácica descendente com fístula aorto-brônquica tendo como sintoma episódio unico de Hemoptise

Maria Alice Celani; Rafaella Kfouri da Silva; Marcelo Bunn;Thiago Librelon Pimenta; Jeanderson Rodrigo de Oliveira; Leandro Cordeiro Portela; Rogerio Petrassi Ferreira; Januário Manoel de Souza; Marcos César Valério de Almeida

INTRODUÇÃO: Aneurisma: termo utilizado para denominar a dilatação patológica de um segmento de vaso sanguíneo. Os casos de aneurisma de aorta torácica, estima-se que a aorta ascendente esteja envolvida em cerca de 45% dos casos, arco da aorta 10% dos casos e a aorta descendente 35%. A hemoptise é uma complicação comum de enfermidades como bronquiectasia, tuberculose, micetoma e neoplasia pulmonar. A ocorrência por fistulização de aneurisma para a árvore brônquica é incomum.
OBJETIVO: Demonstrar que a fístula aorto-brônquica por rompimento de aneurisma de aorta torácica deve fazer parte da investigação de um paciente com hemoptise no pronto socorro e também a importância da TC de tórax precoce no diagnóstico de um quadro de hemoptise, o que possibilita tratamento rápido e efetivo, e diminui a morbidade e a mortalidade destes pacientes de alto risco.
MATERIAL E MÉTODOS: Relatamos o caso de uma paciente de 78 anos do sexo feminino, hipertensa e tabagista que deu entrada no pronto atendimento com queixa de episódio único e súbito de hemoptise.
RESULTADO: A paciente submetida à correção de aneurisma de aorta torácica rota por técnica endovascular, endoprotese via arteria femoral comum direita, desde a origem da carotida esquerda ate a aorta descendente recebendo alta em vinte dias após a internação.
CONCLUSÃO: Demonstramos que fístula aorto-brônquica por rompimento de aneurisma de aorta torácica deve estar na investigação de pacientes com hemoptise no pronto socorro e a importância da TC de tórax precoce no diagnóstico de quadros de hemoptise possibilitando tratamento rápido e efetivo diminuindo a morbidade e a mortalidade destes

 


 

P 07

Tratamento endovascular da coarctação de aorta

Ana Flávia Matos D'Almeida Santos; Ronald Fidelis; Bianca da Silva Vinagre Nascimento; Jéssyca Victor Bacelar; katharina de Barros Correia; Vanessa Teixeira Silva Nunes; Cícero Fidelis; José Siqueira A. Filho

INTRODUÇÃO: A Coarctação de Aorta (CoAo) é uma das alterações mais comuns no desenvolvimento do sistema cardiovascular. Em localização pré ou pós-ductal, pode gerar um gradiente pressórico significativo e hipertensão arterial sistêmica, com consequente sobrecarga às câmaras cardíacas esquerdas e desenvolvimento exagerado de circulação colateral em parede torácica. O tratamento cirúrgico convencional pode ser substituído, em alguns casos, pelo tratamento endovascular.
OBJETIVO: Descrever os resultados de uma série limitada de casos de CoAo tratados por técnica endovascular.
MATERIAL E MÉTODOS: Este estudo é um Relato de Série. Foram consultados, retrospectivamente, os prontuários de três pacientes tratados no primeiro ambulatório de referencia para Aneurismas e Demais Doenças da Aorta da Universidade Federal da Bahia, portadores de CoAo sintomáticas. Todos os pacientes receberam indicação de angioplastia de aorta, com ou sem colocação de Stent.
RESULTADO: Em dois dos três casos avaliados, a angioplastia foi técnica e clinicamente bem sucedida, ambos com uso de stent (um convencional e outro recoberto). No caso em que a angioplastia não foi bem sucedida, tratava-se de uma obstrução completa da aorta pós-ductal.
CONCLUSÃO: O tratamento endovascular da Coarctação de Aorta, quando indicado em casos selecionados, apresenta-se como uma possibilidade viável, tendo bons resultados técnicos e clínicos

 


 

P 08

Tratamento cirúrgico de sarcoma cardíaco - Relato de caso

Fábio Junior Modesto e Silva; Pedro Henrique Costa Silva; Eduardo Augusto Victor Rocha

INTRODUÇÃO: Sarcomas cardíacos são neoplasias raras, com prognóstico desfavorável e sobrevida média de 11 meses. A ressecção cirúrgica completa combinada com quimioterapia continua a ser a estratégia fundamental no manejo de sarcoma. (BURNSIDE, MACGOWAN, 2012).
OBJETIVO: Relatar um caso de sarcoma cardíaco, tratado cirurgicamente.
MATERIAL E MÉTODOS: Paciente sexo masculino, 49 anos, com dor precordial leve e dispneia há 2 meses e febre episódica, astenia e perda de 7kg. Ecocardiograma evidenciou massa heterogênica próximo à valva tricúspide, multilobulada, sólida com áreas císticas, ocupando quase todo o átrio direito (6,5 x 7,0cm), com semi-obstrução da cava superior, dificultando a coaptação da valva tricúspide. Submetido à biópsia excisional parcial do tumor com circulação extracorpórea e reconstrução do átrio com retalho de pericárdio. Evidenciada massa amorfa com aspecto lobulado com tecido branco e gelatinoso heterogêneo, em parede livre e lateral do AD e parte da parede anterior do VD
RESULTADO: Permaneceu na terapia Intensiva por dois dias. Após nove dias de internação o paciente recebeu alta sem intercorrências. Encontra-se atualmente em controle clínico com moderada perda ponderal.
CONCLUSÃO: A ressecção de sarcomas cardíacos é segura e pode melhorar a qualidade de vida dos portadores desta terrível neoplasia.

 


 

P 09

Cuidados específicos para o atendimento de fisioterapia de um paciente com balão intra-aórtico

Shirlene Cristina da Silva

INTRODUÇÃO: A terapia de contrapulsação do Balão Intra-Aórtico (BIA) serve para aumentar a perfusão diastólica das artérias coronárias e para reduzir a pós-carga do ventrículo esquerdo (4)
OBJETIVO: Buscar na literatura um melhor entendimento sobre o BIA aos profissionais de fisioterapia, buscando a compreensão da aplicação dos cuidados específicos aos pacientes implantados com este dispositivo.
MATERIAL E MÉTODOS: Foram utilizadas como referências publicações em inglês e português, cujos descritores foram balão intra-aórtico cuidados de enfermagem, fisioterapia, reabilitação, e exercícios, contidas nas seguintes fontes de dados: BIREME, SciELO, OVID e PUBMED, de 2002 até 2012 na revisão de literatura.
RESULTADO: Os cuidados são em caso de hemorragia na inserção, deve-se pressionar o local. Deve-se avaliar o estado neurológico, sinais vitais, exame físico do paciente (temperatura, palpação dos pulsos dos membros inferiores, coloração da pele, ver pela radiografia a posição correta do BIA), e observar qualquer indício que provoque o funcionamento inadequado do balão: como alteração no cateter (sangue) e as queixas álgicas do paciente deverão ser levadas em consideração. Evitar a mobilização no local da inserção do BIA mantendo o membro esticado e em repouso, observar sinais de isquemia, manter o paciente em decúbito de 30º. Deve-se evitar o repouso e iniciar exercícios adequados ao paciente.
CONCLUSÃO: Em resumo, o tratamento fisioterapêutico objetiva controlar a dor e o processo inflamatório quando presentes, utilizando recursos disponíveis, melhorar a biomecânica articular e gerar menos sobrecarga articular pela reabilitação com exercícios terapêuticos e melhorar a capacidade pulmonar, visando acelerar o processo de alta hospitalar.

 


 

P 10

Incidência de valvuloplastia no Hospital Universitário Sul-Fluminense.

Camila Messias Castanho; Fernanda Figueira Feijó

INTRODUÇÃO: A troca valvar é o procedimento cirúrgico padrão indicado para pacientes com doença valvar sintomática. Situações que levam a necessidade de realizar valvuloplastia são: febre reumática (FR), endocartite não infecciosa, estenose e insuficiência mitral.
OBJETIVO: Determinar o numero de intervenções cirúrgicas de troca valvar no serviço de cirúrgica cardiovascular do HUSF e assim traçar um perfil epidemiológico dos pacientes submetidos a este procedimento correlacionando com as patologias que justifiquem a realização do mesmo.
MATERIAL E MÉTODOS: Será realizado um estudo retrospectivo observacional dos pacientes submetidos a cirurgia de troca valvar no serviço de cirurgia cardiovascular do HUSF. Os dados serão coletados nos prontuários dos pacientes internados para a realização de troca valvar no períodos de Janeiro de 2010 a agosto de 2013.
RESULTADO: Foram analisados 15 prontuários de pacientes internados do HUSF e identificou-se uma prevalência maior de pacientes que se submeteram a troca de válvula Aórtica, sendo 73% dos casos, e que 27% foram submetidos à troca de válvula Mitral. Destes pacientes, apenas 13,3% evoluíram para o óbito. Houve uma maior incidência de pacientes do sexo masculino (54%) do que feminino (46%). Referente à presença de comorbidades, observou-se que 53% dos pacientes apresentavam hipertensão arterial sistêmica e que 20% tinha histórico de febre reumática.
CONCLUSÃO: Concluímos a possibilidade de traçar um perfil dos pacientes submetidos a cirurgia cardiovascular com consequente conhecimento do mesmo viabilizando a realização de projetos que previnam os fatores de risco assim como melhorar a qualidade do serviço oferecido pelo HUSF.

 


 

P 11

Perfil epidemiológico e clínico de pacientes submetidos à cirurgia de revascularização do miocárdio no Hospital Universitário Sul-Fluminense

Camila Messias Castanho; Fernanda Figueira Feijó

INTRODUÇÃO: A revascularização do miocárdio é uma das opções no tratamento dos indivíduos, tendo como objetivo o aumento da sobrevida, o alívio da dor anginosa, a proteção do miocárdio isquêmico, a melhora da função ventricular, a prevenção de novo infarto agudo do miocárdio e a recuperação física, psíquica e social do paciente, melhorando sua qualidade de vida6
OBJETIVO: O objetivo do presente estudo consiste em analisar a prevalência dos tipos de cirurgias cardíacas e sua relação com a idade e gênero, no período de janeiro de 2013 a agosto de 2013 no Serviço de Cirurgia Cardiovascular do HUSF.
MATERIAL E MÉTODOS: Estudo retrospectivo, observacional dos pacientes atendidos pelo serviço de cirurgia cardiovascular do Hospital Universitário Sul-Fluminense (HUSF) Vassouras, RJ. Os dados foram coletados nos prontuários dos pacientes internados nestes setores no período de janeiro de 2013 até agosto de 2013.
RESULTADO: Foram analisados 63 prontuários de pacientes internados do HUSF e destes pacientes, apenas 17,4% evoluíram para o óbito, na qual 60% do sexo masculino, com idade predominante de 60 a 79 anos. Com a predominância dos seguintes fatores de risco sedentarismo, HAS e Obesidade.
CONCLUSÃO: O presente estudo evidencia a importância da cirurgia cardíaca de revascularização com uma sobrevida de 82,6%, sendo que todos pacientes apresentavam no mínimo dois fatores de risco de DAC . Concluímos assim a importância e a contribuição para epidemiologia local sobre os pacientes atendidos na área de cirurgia do HUSF-USS. Proporcionando assim uma melhor abordagem de programas de saúde, reduzindo necessidade da cirurgia de revascularização.

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