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Repair of anomalies of ventriculo-arterial connections: surgical strategy

José Caliani; Yves Lecompte

DOI: 10.1590/S0102-76381989000200005

ABSTRACT

In our practice, we no longer use the terms of double-outlet right ventricle, Taussig-Bing anomaly, double outlet left ventricle, or transposition of the great arteries when associated with a ventricular septal defect. We call anomalous ventriculo-arterial connection any connection different from that of a normal heart. In these anomalies the aim of the repair is to connect theleft ventricle to the aorta and the right ventricle to the pulmonary trunk. The strategy we have chosen, for empirical reasons, is based on the hypothesis that the simplest methods which require no prosthetic conduit, no translocation of the coronary arteries and no complex partition of the ventricular cavity offer the best chances of optimal long term results. The feasibility of anatomic repair was investigated in 197 patients who underwent an operation for anomalies of ventriculo-arterial connection associated with ventricular septal defect. Three types of anatomic repair were used: intraventricular rerouting (35 patients), R.E.V. (association of intraventricular rerouting with translocation of the pulmonary arterial trunk on the right ventricle) in 78 patients, and Jatene's operation with closure of the ventricular septal defect (49 patients). Our repair of choice is intraventriclar repair when it is possible to construct a straight and direct tunnel from the left ventricle to the aorta. Thus, the basic question is the feasibility of a simple intraventricular repair. We presently base our strategy in all types of anomalous ventriculo-arterial connection on the preoperative measurement of the minimal distance between the tricuspid valve and the pulmonary valve. Either this distance is significant (at least equal to the diameter of the aortic orifice) and the intraventricular repair is feasible, or it is shorter and another type of repair is indicated. We then perform a R.E.V. in cases associated with pulmonary stenosis or Jatene's operation in cases with increased pulmonary blood flow. Our present experience suggests that the measurement of intervalvar distances is, from a surgical standpoint, the most important information adequately to choose the of repair for the anomalies of ventriculoatrial connection. This approach is not in contrast with the usual classifications based on the position of the great arteries and/or the situation of the ventricular septal defects. It gives information which is directly related to the feasibility of intraventricular repair.

RESUMO

Designamos anomalias da conexão ventrículo-arterial toda a conexão que difere daquela de um coração normal. Dentro desta abordagem, não utilizamos os termos ventrículo direito ou esquerdo com dupla via de saída, Taussig-Bing e transposição das grandes artérias, quando estes estão associados a uma comunicação interventricular. Nestas anomalias, o objetivo da correção é o de conectar o ventrículo esquerdo com a aorta e o ventrículo direito com a artéria pulmonar. A estratégia que escolhemos é baseada na hipótese de que a correção mais simples é aquela que não exige a utilização de um tubo profético, a transferência de coronárias, ou a septação complexa da cavidade ventricular. Baseados na experiência de 162 correções para as anomalias da conexão ventrículo-arterial, em uma série de 197 pacientes, utilizamos três tipos de correção anatômica: a correção intraventricular (tunelização ventrículo esquerdo-aorta) em 35 pacientes, o REV (tunelização ventrículo esquerdo-aorta associada a translocação do tronco pulmonar sobre o ventrículo direito) em 78 pacientes, e a operação de Jatene associada ao fechamento da comunicação interventricular em 49 pacientes. O tipo de correção ideal é a correção intraventricular, na qual a simples tunelização ventrículo esquerdo-aorta estabelece uma conexão ventrículo-arterial normal. Quando a correção intraventricular não é possível, nós indicamos o REV em presença de estenose pulmonar e a operação de Jatene na ausência desta. A questão principal é saber quando uma correção intraventricular é realizável. A realização desta é função da distância entre a valva tricúspide e a valva pulmonar. Se esta distância é suficientemente grande (igual ou superior ao diâmetro do orifício aórtico), o túnel intraventricular é realizável; se não, outra modalidade de correção é indicada. Nossa experiência atual sugere que a exploração pré-operatória das distâncias entre a valva tricúside e as válvulas semilunares é um critério essencial para a escolha da correção apropriada para as anomalias da conexão ventrículo-arterial associadas a uma comunicação interventricular. Esta estratégia não se opõe às outras classificações usuais, baseadas na posição das grandes artérias, ou na situação da comunicação interventricular, e ela nos fornece informações precisas quanto à possibilidade de realizar uma correção intraventricular.
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