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Can surgical correction of congenital heart diseasse go along with low mortality?: 10 year experience in 1088 surgeries

Danton R. da Rocha Loures; Paulo Roberto Brofman; Edison José Ribeiro; Paulo Roberto F Rossi; Marcos Augusto Alves Pereira; Antoninho Krichenko; Ronaldo da Rocha Loures Bueno; Alexandre Varela; Victor Bauer; Maria João F Amorim; Lauro J. C Linhares; Edimara F Seegmuller; Nelson Mozachi

DOI: 10.1590/S0102-76381987000100004


From November 1976 to November 1986,1088 cardiac surgeries were performed in patients younger than fifteen years old. In 670 cases we used extracorporeal circulation, and in 418 we performed surgery without extracorporeal circulation. One hundred and eleven (10.2%) patients were reoperated. One hundred and twenty (11.1%) patients had acquired valvular heart disease. The total hospital mortality was 10.4%; 11.2% after extracorporeal circulation and 9.1% without it. We observed a decrease in the mortality rate in the years 1985 and 1986, corresponding to 6.8% and 5.7%, respectively. During this period (1985-1986) 179 patients were operated upon; 54 had cianotic congenital heart disease and 7 died (12,9%); 125 had cianotic congenital heart disease and 2 died (1.6%). The highest mortality rate occured in the first year of life (20.7%) while the lowest mortality was observed after the fourth year. Factors which influenced this decrease in mortality included: more frequent indication of palliative surgery in the first year of life; careful analysis of surgical anatomy; precise definitions of the moment of intervention and surgical techniques; better myocardial protection; physical and medical conditions in the post-operative phase and greater surgical experience.


Em um período de 10 anos, de novembro de 1976 a novembro de 1986, foram realizadas 1088 cirurgias, em pacientes com cardiopatias pediátricas, com menos de 15 anos de idade, e em pacientes com cardiopatias congênitas. Foram corrigidos, com o auxílio da CEC, 670 casos e, com cirurgia clássica, 418 casos. Foram reoperados 111 pacientes (10,2%). Pacientes com lesões valvares adquiridas e com menos de 15 anos de Idade, analisados neste trabalho, compreenderam 120 casos (11,1%). A mortalidade hospitalar global foi de 10,4%, sendo 11,2% com auxílio de CEC e 9,1% sem CEC. Foi observada uma queda de mortalidade, nos anos de 1985 e 1986, correspondendo a 6,8% e 5,7%, respectivamente. Nesse período de 2 anos, foram realizadas 179 cirurgias, sendo corrigidas 54 cardiopatias congênitas cianóticas, com 7 óbitos (12,9%), e 125 acianóticas, com 2 óbitos (1,6%). A maior mortalidade ocorreu no primeiro ano de vida (20,7%), havendo uma diminuição do número de óbitos nas outras faixas etárias, especialmente acima do quarto ano de vida. A análise dos fatores que influíram na diminuição da mortalidade revelou: indicação mais freqüente de cirurgias pediátricas no primeiro ano de vida, análise cuidadosa da anatomia cirúrgica, definições precisas do momento da intervenção e técnicas de cirurgia, melhor proteção miocárdica, condições físicas e médicas no pós-operatório e maior experiência cirúrgica.
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